Você já pensou que em algum momento
da sua vida, já foi ou está sendo o Coach de alguém?
A palavra Coach vem dos esportes (em inglês significa “técnico
esportivo”) e é, também, o termo antigo usado
para carruagem . Este significado se aplica, de certa forma, ao
papel do Coach porque ele ajuda alguém a “transportar”
seu sonho para a realidade e a se “transportar” de um
determinado lugar para o outro, de um padrão de competência
para outro.
Segundo Ane Araújo, autora do livro “Coach- um parceiro
para o sucesso”, o “Coach é um líder,
um líder de bastidor, que não está diante dos
holofotes. Ele está por trás, fazendo a equipe atingir
o pódio, ajudando a equipe a alcançar determinado
resultado.
Ele consegue colocar limites e explicitar o seu propósito
– o de criar uma base de confiança e responsabilidade
para poder ajudar o cliente a crescer. O Coach age para que ele
elimine seus bloqueios e descubra por si mesmo o prazer de viver
e de realizar seus sonhos”.
Uma diferença clara entre um Coach e um Chefe é que
este último é “imposto”, via de regra
você não escolhe, enquanto que para exercer o papel
de Coach, ou de líder-coach, é necessário que
haja a concordância do “coachee” ou cliente.
A construção de uma relação de abertura
e confiança , entre o Coach e o cliente, é a primeira
etapa para o trabalho de Coaching.
A partir daí, temos as demais etapas do trabalho de Coaching,
que são:
Construção da Visão – A visão
é uma síntese simbólica do propósito,
dá significado e poder à ação. Molda
o olhar(a percepção) com entusiasmo e confiança
em tem um sentido de serviço.
“Bagagem de Mão” – Fazem parte da “bagagem
de mão” nossos valores, atitudes, padrões de
comportamento, forças e fraquezas, sucessos e fracassos.Medo
e frustração também. Algumas coisas são
mais permanentes e podem facilitar a vida. Outras são apegos,
pesos inúteis na bagagem.
É a partir da visão de futuro que você determina
o conteúdo da sua “bagagem de mão” e não
o inverso.
PLANO DE AÇÃO – O plano de ação
deve considerar a visão de futuro, resultados pretendidos,
análise do gap(o que falta), ações(estratégicas
e táticas), competências em uso, pessoas envolvidas,
prazos, agenda de acompanhamento(para facilitar o feedback e eventuais
redirecionamentos)
Podemos dizer também que nem todo líder é um
Coach, mas todo Coach é um líder e que o Coach “joga
junto” com o cliente.
Nas organizações, o entendimento do papel do Coach
e do processo é fundamental na obtenção de
resultados e na modernização da cultura. Podemos nos
perguntar: “O quanto desempenhamos bem este papel? Queremos
que o outro seja o que quiser ser ou aquilo que não conseguimos
ser? Deixamos que ele escolha livremente o seu caminho, oferecendo-lhe
o suporte necessário, ainda que sua escolha frustre algumas
de nossas expectativas?
Você provavelmente já teve a experiência de ir
a um programa de treinamento e ficar entusiasmado com as novas maneiras
de pensar e depois perceber que não conseguia lembrar quais
eram elas. Um estudo de 1997 com 31 gerentes do setor público
realizado por pesquisadores do Baruch College constatou que só
um programa de treinamento aumentava a produtividade em 28%, mas
o acréscimo do acompanhamento de um Coach, ao treinamento
aumentava a produtividade em 88%(!), conforme demonstra o artigo
“A Neurociência da Liderança”, publicado
pela HSM Management.
Segundo Jeffrey Schwartz ,psiquiatra e pesquisador
da faculdade de medicina da University of California em Los Angeles
(UCLA) e David Rock co-criador do currículo de coaching gerencial
da School of Continuing and Professional Studies, da NewYork University
,quando as pessoas resolvem um problema por si sós, o cérebro
libera uma corrente de neurotransmissores como a adrenalina. Esse
fenômeno fornece uma base científica para algumas das
práticas do coaching de liderança. Em vez de dar aulas
e fornecer soluções, os coaches eficazes fazem perguntas
pertinentes e dão apoio a seus clientes para eles próprios
descobrirem as soluções.
Os cientistas cognitivos sabem há uns 20 anos que o cérebro
é capaz de mudanças internas significativas em resposta
a mudanças ambientais, um achado surpreendente quando constatado
pela primeira vez. Sabemos agora também que o cérebro
muda em função de onde um indivíduo concentra
sua atenção. O poder está no foco. A atenção
reformula continuamente os padrões do cérebro. Entre
as implicações: as pessoas que praticam uma especialidade
todos os dias literalmente pensam de modo diferente, por meio de
conjuntos de conexões distintos, das que não praticam
a especialidade. Nos negócios, profissionais em funções
diversas - finanças, operações, jurídico,
pesquisa e desenvolvimento, marketing, design e recursos humanos
- possuem diferenças fisiológicas que os impedem de
ver o mundo da mesma forma.
Embora todas as pessoas tenham algumas funções amplas
em comum, na verdade cada uma possui uma arquitetura cerebral única.
Os cérebros humanos são tão complexos e individuais
que é quase inútil tentar imaginar como outra pessoa
deveria reorganizar o seu pensamento. É muito mais eficaz
e eficiente ajudar os outros a chegar a suas próprias percepções.
O poder verdadeiramente está no foco e na atenção
necessários.
O Coach tem o compromisso de levar o outro ao “pódio”
e o seu foco é em desempenho e auto-estima.
Pelas razões expostas, as organizações estão
identificando a necessidade de preparar as suas lideranças
para atuar no papel de líder-coach.
É importante deixar claro que Coach não é cargo
e sim comportamento.
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